Quando nada parece ser seu

Quando algo ressoa em nós, e sentimos que precisamos entender mais do mundo e mais ainda sobre nós mesmos. 

Em um mundo caótico em que a regra é abrir a rede social para esquecer, me peguei inúmeras vezes refletindo sobre alguma leitura e podcast que ouvi e como se fosse automático abri a rede social e me perdi com informações picadinhas e toda aquele aprendizado e introspecção para absorver e co-criar foi perdida de alguma forma no labirinto de informações que se misturavam na tela. 

É muito fácil ser raso hoje em dia, é comum explorar as beiradas e não mergulhar profundamente em nada, outro dia ouvi de uma pessoa que ela não queria ser especialista em nada, e me peguei julgando essa escolha, pois dentro da minha lente a gente precisa ser muito, mas muito bom em pelo menos uma coisa e é essa coisa que sustenta as generalidades que aprendemos e desenvolvemos. 

Falo que julguei, porque interpretei de acordo com os meus paradigmas, e o próprio julgamento me fez refletir qual era a tal da minha especialidade, então? Como fazer pra chegar lá? Eu sei o que eu estudei e muito, e me considero especialista mas entre tantas outras coisas que quis generalizar já não sei se estou no meu melhor. 

Este é o tema, me acostumei ao normal de segundos de hoje em dia, percebi que meu foco é passageiro e que não existem mais âncoras que me seguram e me mantém perseguindo aquilo que quero, como se o meu eu não fosse criado por mim, mas por tudo que me rodeia, e penso que esse não é o melhor eu que quero ser, e daí me peguei nessa urgência de parar, de refletir e me distanciar, mas não de mim, de tudo aquilo que me ressoa mal, que me puxa para trás e que me impede de olhar para dentro. 

E esse dentro quase me assusta, parece um labirinto de “não sei” e “como vim parar aqui?”. Mas, o que posso fazer agora? Sei lá, e sendo assim, é melhor aprofundar, sair do raso e perseguir o que ainda não consigo ver, mas levo uma lanterna comigo, aquilo que ainda sei que sou e aquilo que já plantei. 

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