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Mostrando postagens de abril, 2020

A arte de ser imperfeito

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Photo by  Sammie Vasquez  on  Unsplash Não sei vocês, mas os momentos de maior crescimento e evolução na minha vida, foram os que eu passei por muitas provas e errei, errei muito. A minha primeira reação diante desses fracassos sempre foi sentir vergonha, não querer falar sobre o assunto, não demonstrar de jeito nenhum que aquilo me abalou e isso no fim das contas me afastava das pessoas que poderiam me ajudar e só piorava tudo. Em relacionamentos pessoais e profissionais a maior lição que tiro é que é impossível ser perfeito, é impossível acertar sempre, falar o certo sempre, agir certo sempre, e que lidar com as consequências é chato, é trabalhoso e muitas vezes libertador. Demonstrar vulnerabilidade está na moda, as lives que vemos sempre seguindo a jornada do herói, pessoas contando as histórias dando ênfase no fracasso para mostrar a superação, as vezes soa forçado quando isso é usado em forma de manipulação, mas cria muitos laços e conexões quan...

Depois que isso tudo passar

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Photo by  Priscilla Du Preez  on  Unsplash Hoje vi um post no razões para acreditar, de um casal que ficou 60 anos casados e após a morte do marido ela disse “foram 60 anos de amor puro”, e eu pensei “será que não é a perda que nos faz sentir assim? Romantizando tudo?”. Logo senti uma leve pontada de culpa, porque eu não posso simplesmente achar que isso não aconteceria, não tenho como comparar minha vida inteira com um casal que está junto há o dobro da minha idade. No meio dessa quarentena as ideias parecem tão divididas e confusas, não da para ter certeza de nada, o que me faz pensar sobre como as coisas andam estranhas nos últimos dias. Estamos valorizando coisas que antes não ligávamos, estamos sentindo necessidade de conversas que nunca quisemos ou tivemos vontade de ter, o mundo está ficando do avesso, para o lado bom na maior parte. Aprendemos o que significa ressignificar, e estamos tentando aprender sobre como é bom traba...

Porque eu deveria ter lido Pai Rico Pai Pobre antes?

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                                          Photo by  João Silas  on  Unsplash Desde a adolescência o meu pai me ensinou que cuidar do dinheiro e ter uma poupança era muito importante.  Lembro que em meu primeiro estágio aos 16 anos eu ganhava 320 reais e todos os meses guardava 100 na poupança sem nenhum objetivo em vista, o que me levou a ter várias coisas legais bem cedo. Comprei meu primeiro notebook, o que forçou a família a ter uma rede wi fi em casa, em tempos que smartphone não existiam ainda, entre outras coisas que me eram relevantes na época. Posteriormente comprei meu carro, depois meu apartamento e enfim, segui o clichê de uma pessoa que achou que estaria casada, bem sucedida e com filhos aos 30 anos. Eu achava então que sabia cuidar do meu dinheiro, até que ano passado comecei a ver vídeos de educação financeira, sobre outras...