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Retrospectiva 2019

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Para começar esta retrospectiva, eu preciso mencionar que ao contrário do que eu disse no final da retrospectiva do ano passado, não, eu não estava pronta para 2019. Mas para começar essa história, vou contar como ela começou, colocando abaixo uma carta que escrevi para mim mesma no início do ano: “Querida Marianne,  Para Dezembro de 2019, eu espero que você tenha cumprido suas metas, esteja otimista sobre o futuro, tenha toda a experiência que você deseja para buscar o futuro que você quer.  Que você esteja falando inglês sem medo, que esteja estudando e se desenvolvendo. Que você tenha passado tempo de qualidade com sua família e seja grata por tudo que te representa. Que seu corpo esteja saudável e no peso adequado, que você esteja se exercitando e cuidando da mente. Que tenha domado a ansiedade e a jogado para escanteio.  Que sua auto estima e segurança estejam na galáxia e que nada tire seu sorriso. Que seu sorriso tenha gerado novos sorrisos...

Sobre aquela saudade...

A verdade é que a tristeza se tornou algo inerente a minha vida, pois mesmo nas alegrias eu sinto falta de você para compartilhar, lembrar do seu abraço quente e carinhoso, do seu sorriso e cuidado comigo me causa um aperto de saudade tão grande que é difícil de explicar, eu sinto, e imediatamente meus olhos umedecem e eu simplesmente me calo, porque só de falar ou pensar meu coração dói. Após essas viagens eu só queria poder voltar e te encontrar e contar como foi bom chegar em casa e te ver, e as saudades que eu senti.  A vida se tornou um grande vazio, e eu tenho dificuldade em lidar com esse buraco, em sair dele, em respirar nele e todos os dias é uma solidão diferente.  Sobrou apenas a ausência e a esperança de que um dia vou te ver de novo, não importa quanto tempo demore, te levo no meu coração.

Obrigada por tudo mamãe!

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Hey mamãe, eu ainda não entendi direito, é estranho pensar em nunca mais te ver e te tocar, é estranho saber que tenho que enfrentar esse mundo sem o seu colo pra me deitar quando as coisas não vão bem. Mas mãe, olha, sempre me lembrarei de quando brigava comigo por não me cuidar direito, ou de como lia meus sentimentos só de me olhar, e eu achando que te enganava disfarçando minhas dores. Que bom que você existiu na minha vida e me ensinou a crescer, e me preparou para a vida, acreditou em mim, comemorou comigo todos os momentos especiais, sentiu orgulho de mim e me lembro também de todas as vezes que seu olho brilhou de alegria perto de mim.  Eu não sei como será daqui pra frente, parece que tô vivendo em um mundo diferente, porque sem a sua presença as coisas não parecem iguais. A senhora sempre me disse "filha, não fica assim, vai passar, tudo passa", eu sei mamãe, tudo passa (e eu passarinho?). Sempre me disse que chorar era bom, e que tem coisa que a gente ...

Por que não?

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Por que não? Essa pergunta fica martelando na minha cabeça, enchendo-a de várias possibilidades, algumas impossíveis, outras mais prováveis, mas segue martelando como um eco irritante me lembrando de escolhas que posso estar deixando de lado e que um dia essa pergunta se tornará: “por que não fiz antes?”. Nós vivemos com o pé no futuro e o olhar no passado, tentando cometer novos erros e não repetir os que já foram cometidos e isso nos impede de ver exatamente o que está na nossa frente. Por que não começamos a prestar mais atenção agora? Por que não trocar de caminho já que esse já não mais me parece o melhor? Por que não começar de novo e começar do zero com algo que realmente acredite? Por que não me soltar dessas correntes que me seguram na zona de segurança que me impede de ousar e buscar novos horizontes? A resposta é simples na minha cabeça: medo. Medo de não dar certo. Medo de errar. Medo de me julgarem. Medo de me arrepender. O medo é igual um amigo...

Ao som da vida

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A vida é como uma música que nunca acaba e que vira e mexe cria um novo refrão. Começa doce, uma melodia gostosa, sem demonstrar muito a que veio e quando a gente se dá conta já está dançando sozinho pela sala com um sorrisinho besta no rosto e nos giros, ao vento do ventilador é que se percebe que o som vem é de dentro e vibra como a batida de uma música eletrônica, e às vezes grita como um solo de guitarra. E no ritmo desse bumbo gigante as vezes nos vemos presos em um refrão que nunca para de se repetir, mais parecem aquelas músicas grudentas que começam como febre e terminam com um desprezo daquela rotina que nunca muda. De qualquer forma, vez em quando a vida é valsa, flutuando lisa pela pista e com rodopios ensaiados, que aos olhos alheios soa tão perfeito que parece não existir mais nada além daquele momento e o som do piano ao fundo. Hora ou outra, a vida se transforma em uma mistura gostosa de sertanejo com pagode que você não sabe se sai pro arrocha ou se sai samb...