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Mostrando postagens de 2010

Ah, Pattrícia...

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Pattrícia é assim, gosta de caminhar à toa, olhar pro céu e cantar alto. Ouve som alto, adora aproveitar a noite. Fuma uns cigarros para se divertir e toma todas para se iludir. Ela é assim explosiva quando acorda, boba quando come e sorridente quando vai dormir. Trabalha por gosto e não por dinheiro. Escuta ladainha por aí, mas não deixa passar nada que discorde. É, ela é complicada, nunca sabe para onde vai, mas sempre chega e quando chega todo mundo nota, porque ela é assim, diferente e não igual as outras meninas de vestido por ai. Ela gosta de maquiagem forte e derreter na pista de dança, já namorou, mas prefere guardar a liberdade no bolso e a carregar onde estiver. Ela é assim, sabe que todo mundo esconde um lado da vida, mas ela também sabe que o lado que ela esconde é quase o todo de seu ser, contudo ela continua cantando, sorrindo e arrasando por aí, porque uma vida sozinha e entediada não se conta para os amigos...

Momentos

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Nesse momento ela olha para cima e pensa que nem tudo está perdido, e recomeça a caminhar com os olhos direcionados às estrelas, pois elas nunca param de bilhar...

Relato a parte II

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E veja só como o mundo é estranho, eu particularmente, vivo num mundo que os problemas das pessoas se tornam meus problemas e aí a coisa toda muda de lugar, quando você acha que vai dar certo, dá errado, quando você nem lembra o que fez, dá certo! Seria super engraçado se não fosse trágico eu tentando abraçar o mundo e ele me engolindo, mastigando e sugando tudo de mim. De repente a gente está com 21 anos e num beco sem saída, o único jeito é jogar o cabelo pro lado e ver se o seu charme agrada ao espelho. Tudo bem, eu nunca faço isso, escrever em primeira pessoa falando de mim de verdade, mas hoje não dá, vou me permitir. Estou cansada, com um elefante sentado nas pálpebras e lutando para manter meu cérebro funcionando até o final dessa frase, e posso dizer com certeza, está difícil. Muito difícil. E veja só como o mundo é estranho, lá fora a chuva cai e aqui dentro, se entende a que estou me referindo, tudo cai. Cai sanidade, cai responsabilidade, cai vontade e eu me rendo ao...

.unusual day.

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E mais um dia amanheceu, o ar parece mais denso, mais seco, rachando suas mãos, quebrando suas unhas. Os olhos não se comportam como antes, agora olham para o chão como se não tivesse fim, apenas um buraco escuro e sem esperança. Primeiro o desespero, depois o medo e depois o silêncio. Se os dias fossem um livro as páginas estariam em branco, sem numeração, apenas o marca-página amassando as folhas e indicando a solidão de cada frase não dita. Sua alma parece uma sombra, sombra do passado que sobe em seus ombros e a faz pensar que o mundo está pesado demais. Ao deitar-se na cama nem se lembra das coisas que fez, apenas quer fechar os olhos e deseja que o próximo dia passe tão rápido que ao deitar-se não precisará rolar e rolar até cair no sono de poucas horas. Parece tão injusto que o mundo gira cada vez mais devagar, parece não fazer sentido e talvez não faça mesmo.

strong, like a man!

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E daí ele chegou em casa pensando no quão chato seu chefe é, em quanto trabalho deixou para amanhã e quanto ele queria ela de volta. Ligou o ventilador, tirou a camiseta e com o controle remoto na mão começou a pensar na vida, despertou quando percebeu que a TV só chiava, voltou ao canal que mostrava as notícias chatas de sempre e deu risada ao pensar no quanto sua vida parece vazia e sem sentido. Foi para o quarto, olhou a bagunça que deixou pela manhã e sem querer sentiu falta de sua mãe, quase quis ligar, mas seu orgulho de homem-independente não deixou. Entrou no banheiro, ligou o chuveiro para esquentar o ambiente e talvez seu coração. Deixou a água lhe cair sobre a cabeça e enquanto usava o sabonete imaginou que era ela quem o passava “ah, como sinto sua falta, querida” era seu único pensamento. Ao sair do chuveiro decidiu que não iria passar mais uma quinta-feira sozinho, ligou para um amigo lhe convidando para tomar umas cervejas e jogar conversa fora. E assim a noite foi, ...

You come with me?

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Eu sei, é complicado dizer assim, mas sei lá, acordei feliz e queria te dizer que meus dias não são nada sem você, que você consegue alegrar meu dia apenas com um sorriso bobalhão e um olhar cheio de malicia. Se o mundo parasse de girar agora eu saberia que tudo vale a pena, o frio , a solidão, a saudade, o medo e, claro, o amor. Por que não preciso de nada, e como diz um anuncio por aí, tudo que preciso é tudo o que tenho, e incrivelmente esse tem sido um pensamento constante, e fico ainda mais feliz de saber que você anda de mãos dadas com os meus desejos. Mas amor, se eu disser um dia que não quero mais seguir adiante, não me leve a mal, apenas me ajude a correr de volta para o lado claro da vida, pois eu cansei da escuridão, e sei que você é capaz de me levar a qualquer lugar, independentemente se é bom ou não, mas com você eu vou, pois é com você que quero estar. Eu caminho a passos tão curtos que às vezes sinto que não irei chegar, mas paro e penso em como as coisas se encaixa...

Ao meu querido medo

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Ele se aproxima a cada passo meu, eu posso sentir seu cheiro, seu gosto. Nada me faz esquecer nosso último encontro, nada me faz tanto não querer me aproximar como ele me faz. Nada é tão assustador e tentador quanto essa mania de percorrer todo o meu corpo e me deixar às pernas trêmulas. Abusado, ousado e totalmente inesperado. A cada segundo sinto-o mais próxima, a cada noite mal dormida sinto-o tomar conta do meu corpo e dilacerar toda a minha razão. Ele prende a minha respiração, me faz transbordar transpiração. E logo, ele me toma para si, me pega no colo e me leva até onde ninguém vê, e então, estamos seguros, cheios de nós e cheios de tudo. E como sempre, no final, ficamos a sós e só assim alcanço a paz.

Um conto inspirado nos livros de verão

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Ele contava estrelas enquanto esperava por Ana perto do rio, que ficava negro com as sombras das árvores que o rodeavam sob a lua cheia. Ana aproximou-se, com um beijo carinhoso na bochecha. O rosto dele se iluminou e com os braços na cintura dela tocou de leve seus lábios com os dele. - Enfim, você apareceu! - Não consegui sair antes, Henrique demorou a ir embora hoje. - Não sei como você o suporta, se não o ama – falou querendo que ela discordasse, pois seria mais fácil para ele aceitar. - Ah, querido, culpa de meu pai e as idéias de enriquecer a família, não tive escolha. Ele nada quis dizer depois disso e se pôs sentado no chão, abraçando-a com as pernas e os braços, olhando o rio. Sentia seu perfume e assim que seu coração se acalmou começou a beijar suavemente o pescoço dela, fazendo seu corpo arrepiar, e em silêncio fizeram amor sob a luz da lua. Poucas horas antes do sol nascer, ele falou: - Fuja comigo, tudo é muito melhor quando estamos juntos! - Não posso – d...

Remember to breathe

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Alguma coisa estranha está acontecendo enquanto escrevo essas palavras, algo que não entendo, me sinto criança de novo, mas não pela alegria e ingenuidade e sim pela falta de rumo e futuro incerto. Não sei, já sou grandinha e sempre me sinto menor que os outros, mais nova, mais boba - mais inútil. Breathe. Será que será assim pra sempre? Eu sei o que quero, mas não tenho certeza, é tão estranho não saber se estou no caminho certo, se seria mais feliz se seguisse certo instintos que a meu ver são passageiros. Não sei, é a velha história, não sei se pulo da ponte ou se apenas espero as mensagens das estrelas – que nunca vem. Take another breath. Há tempos não me sentia assim, talvez a culpa seja das férias, ou a falta do que fazer mesmo achando bastantes passatempos por aqui e ali. Não é o suficiente, sensação estranha de querer mais e mais – e sempre parecer menos. Please, breathe...

Far away from here...

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Tudo bem, eu poderia começar com uma lista gigante sobre o que quero fazer em 2010, as metas estão traçadas faz um tempo, então só vou reforçar aumentando a letra na lista que fica na cabeceira de minha cama, por isso vamos seguir com mais um post comum. Feliz 2010!!! ... E naquele dia em que os pássaros passaram tão perto de sua cabeça ela percebeu que não sabia para onde ir, mas que também não queria ficar, nem poderia depois da cena horrível no bar, ela ainda tem flashs de memória em sua cabeça que, na verdade, não gostaria nem de lembrar, prometeu nunca mais beber, muito. Soava tão patético e mesmo assim ela cortou a calça, fazendo-a se tornar um mero shortinho de verão, foi até a estrada e com o polegar e a perna exposta pediu carona. Ficou horas embaixo do sol que parecia fritar sua pele. Enfim, desistiu da idéia e se arrependeu pela calça, já que, como sempre, esfriou um pouco a noite, voltou para a conveniência do posto e perguntou se tinha algum quartinho para dormir som...